segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A vida contemporânea de um jovem cristão!



Quando morri,
Fui ao céu e Deus me disse:
-Não esperava você aqui!
Disse eu então:
-Desculpe, foi engano!
Voltei para a Terra...
Quem sou eu para questionar Deus, né?!
Se Ele não sabe como fui parar lá...
Indignado de ter chegado tão perto da porta do céu e ter sido barrado pelo dono da festa,
Pensei: - Que se dane aquele lugar!
Passei mais alguns dias vivos e depois *BAM!
*Morri de novo!
Fui para o inferno...
Pensei: Beleza... Agora vim para o lugar certo!
Toc, toc, toc!
O Diabo atende...
-Quem é você?
(bom, confesso que ele foi meio grosseiro, mas pensei, vindo do Diabo não podia esperar uma reação muito diferente, e também, acho que ele tinha acabado de acordar... Ninguém responde bem de manhã!)
Me resumi, emendei a estória que tinha acontecido comigo no céu, e perguntei:
- Posso entrar?
O Diabão, com uma cara pensativa e mal humorada (acho que tava de ressaca), disse:
-Vai pro inferno!
Redundante e irônico...
Também não questionei o Diabo! Não gosto de incomodar ¨entidades supremas¨...
Voltei à Terra,
Encontrei meia dúzia de amigos, expliquei a situação toda!
A primeira reação foi:
-- CaRAAAAAAA!!!! Muito mASSAAA!!! Que história MARA!!!
Até consegui pegar uma mina depois, com aquela estória toda! Mas depois deu ¨bolor¨...
A mina descobriu que eu só queria comer ela e me bloqueou no msn...
Pois bem...
O bar fechou e ficamos só eu, um amigo próximo e outro amigo dono do bar...
Acendemos uma ¨perninha de grilo¨!
Algumas baforadas...
Elogios esporádicos à qualidade da erva... (que tinha seus problemas)
Caretas clichês para recriar a alusão de viciados (como todos vêem na TV),
Mais algumas risadas e ficamos de boa...
Meu amigo próximo, disse que queria ir para a Lua, ouvimos sua estória com atenção, já que era um projeto bastante interessante...
O outro estava quase dormindo, quando me rememorei de meus acontecimentos anteriores e disse:
-Pessoal! O que eu faço agora?
-Se eu morrer de novo não sei para onde vou!
Rolou uma prévia seriedade nos rostos da galerinha, rebuscando algum foco para a questão, e uma conclusão do carinha quase dormindo:
-Cara... -Tu tá fudido! (gargalhadas)
Seguimos para o Mc`Donalds para matar a larica...
Na calçada, comendo os lanches, o ar livre nos dignificava e o movimento quase inexistente de carros passando às 5 da manhã de uma terça feira, tranqüiliza qualquer um criado em meios ao caos urbano, avisto um senhor com a Bíblia debaixo do braço, no outro lado da rua!
Larguei as batatinhas, organizei meu hambúrguer e enfiei tudo na boca para ir falar com ele...
Saí correndo!
Meus amigos não deram bola, só aquele olhar de – O que será que ele vai fazer? Bem, não me importa, deve ser massa, e o cara tem um motivo! Deixa ele! Tô com fome!
Abordei o cidadão, ainda sem palavras por estar com a boca cheia, mas com gestos de espera aí, e ele parou quando pulei na frente dele atônito...
Mastiguei mais um pouco, tentei pegar mais um pouco de ar e disse:
-Preciso te perguntar uma coisa! Engraçado como todo pastor, ou fiel crente, vê a oportunidade de querer ajudar mais um a ir pra céu e garantir sua piscina no quintal dos céus, e disse:
-O que você quer? Com um sorriso lobotomizado...
Expliquei todos os acontecimentos... Ele refletiu e questionou um pouco e concluiu que talvez meu lugar seja no Limbo...
-LIMBO! Deve ser isso! Obrigado!
Não que o pastor acreditasse muito no Limbo, mas tendo em vista os fatos... Me fudi se for isso pois a igreja católica aboliu o Limbo...
Mas achei uma ótima perspectiva e agradeci o conselho... Fiz uma cara de comovido, baixei a cabeça e apertei os lábios... Para parecer pensativo!
Cruzei a rua e continuei comendo minhas batatinhas...
-O quê tu falou com o cara! Um amigo perguntou...
-Áhhh, uma viagem minha!
-Só...
Continuamos comendo e eu pensei:
Limbo...
Porra!
Vai tomar no cú!
Não vou pra limbo nenhum!
Cheguei em casa depois de dirigir com a cabeça para fora, mijei na grama, fui dormir...
Outro dia voltei ao bar...
Encontrei os amigos e vi tudo na sua completa normalidade...
-Maldito doce!

Por onde anda?


Justo hoje uma calmaria alentadora,
Pós de todos os eventos recentes,
E alguns que me acompanham há décadas,
Sentimentos confusos, porém tranqüilos,
Pareço ter parado sobre um ponto de espera,
Aguardando uma carona,
Com outro destino,
Não afirmo até o fim,
Mas à outra intersecção,
Não gosto muito daqui,
Adoro por natureza a paz,
Mas a monotonia me consome,
Expectativas ficam suscetíveis,
A curiosidade formula suas possibilidades,
E a ansiedade traz suas loucuras,
Defasam-se pensamentos completos,
Drogas me distraem,
Não faço vínculo algum com pessoas não líricas,
Os que vivem no limiar da vida cotidiana,
Parecem-me muito estranhos,
Não posso acordar a todos,
E não sei se querem ser acordados,
Deste lindo sonho de picolé de CO2,
Que compram um final de semana livre,
E postam suas vidas à fôrma de propagandas,
Para venderem seus egos,
Trato tudo com muita cautela,
Agora ter que esperar é o que me dói mais,
Você,
Pessoa nova,
Interessante,
Por onde anda?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Liberdade inocente!


Há anos atrás,
Eu engatinhava,
Segurava-me ao chão com as mãos e pés,
Tinha medo de cair,
Todos me seguravam,
Mas me soltava,
E sempre que levantava,
Caía,
Assim aprendi a cair,
Mas também a me levantar,
De pé podia andar,
O chão não bastava,
Comecei a pular,
E em questão de pouco tempo,
Aprendi a correr,
Corria o mais rápido possível,
Agora ninguém me segurava,
Ainda não bastava,
Engatinhava,andava, corria e pulava,
Então ganhei uma bicicleta,
Com duas rodas,
Corria, andava e caia,
Mas sempre me levantava,
Queria mais,
Mais velocidade,
Mais vento no rosto,
Comprei uma moto,
Confiante caia e levantava,
Mas na vida também amava,
E de um carro precisava,
Ganhei um Fusca,
O mesmo que aprendi a dirigir,
Ninguém me segurava,
Queria mais espaço,
Pensei em um Fusca grande,
Comprei uma Kombi,
Agora cabem os amigos,
Cabem tralhas,
Faz-se mudança,
Enfim,
Engatinhava, andava, corria, pulava,
Aprendi a andar e dirigir,
Dirigir erros, acertos e objetivos,
Então agora,
Já que ninguém me segurava,
Vieram as asas,
Era só o que me restava,
Aprender a voar.
Günther Witthinrich

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Boemia!

A noite revela a natureza das pessoas,
Ocupadas ou não,
Refletem,
Abstraem,
Dizem e contradizem,
Verdades e esperanças,
Caminhos cotidianos,
Fumando um cigarro,
Já meia noite passada,
Na varanda, batem-se as cinzas,
Proclamam-se novas idéias,
Que virão por serem esquecidas,
Uma nova promessa que há muito não é cumprida,
Promessas da noite,
Promessas da boemia,
Susto às mudanças,
Que não passam de teorias,
Infundadas, restritas, esquisitas,
Boa noite pessoal,
Aqui deixo meu lugar,
Àquelas idéias a pensar,
Murmúrios para entender,
Lamúrias a interpretar,
Boa noite pessoal,
Deixo breve a boemia,
Agora, todavia,
Descanso,
Retorno amanhã à noite,
Para vadiarmos nossos corpos,
E instigarmos nossas mentes,
Volto à vida,
Volto à boemia,
E voltam os amigos,
Nessas noites de rotina,
Parceiras das diferenças do cotidiano,
Postando os assuntos ao vento,
Largando cinzas,
Boa noite companheiros,
Boa noite boemia,
Deixo meu lugar,
Último trago,
Desta noite vulgar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu, Humano!


Eu,
Humano falível,
Completo de vícios,
Repleto de erros,
Sentimentos e atitudes,
De memória curta,
Supervalorizo mentiras,
Desprezo o amor,
Destruo o que se coloca à meu caminho,
Simpatizo com eloqüentes,
Flerto com o descaso,
Nego perdas,
Invento vitórias,

Eu,
Ser Humano,
Ser Herói,
Sou imbatível,
Lanço minhas mãos,
Por dentro da multidão,
Afasto à fúria,
Todos,
Exalo gritos de dor,
Promessas de amor,
Preso ao mundo,
Mas livre na imaginação,
Relapso com a fé,
Indigno de imortalidade,
Criança eterna,
Estuprador da felicidade,

Eu,
Ser Humano,
Ser ínfimo,
Desinteressante,
Ridículo,
Semi-Deus,
Discípulo de uma fé,
De um pastor,
De outro Deus,
Da própria coerência,
Humilde,
Imbecil,
Incapaz de lidar com sua finitude,
Posso comer o mundo,
E passo por jejum,
Amanhã,
Amanheço morto,
E nasce outro Ser.

Um mundo pequeno... Para pessoas pequenas!




Não suporto mais o jeito que tudo anda,
Onde foi parar aquele amor?
Quando irá começar outro?
Meu coração para,
Na minha ignorância
Que termina onde estou indo,
A velocidade é medida em mudanças,
Lentas como a conquista de uma esperança,
Até a palma de minha mão está difícil de enxergar,
Em meio a tantas voltas que dei,
Paro dentro de um nevoeiro,
Além dele deve haver algo,
Sempre sonhava e tinha força,
Ainda ignorante usei de minha atitude,
Ainda obstante fiz o que queria,
Aprendi de forma real o mundo de hoje,
Admirava as pessoas,
Estudei-as na razão e suas emoções,
Nunca vi tantas pessoas assustadas,
Nunca vi tanta gente estagnada,
Mensurei o tamanho da nossa ignorância,
E ainda não cheguei ao final,
Se é que existe um,
Faça-se a guerra, faça-se amor,
Crie intrigas e mostre bondade,
Não importa,
Conclusões não querem dizer nada,
Se chegarmos a ver uma verdade,
Saberás que não existe nada nem a verdade,
E que de nada ela serve,
Para viver,
Respire coma e durma,
Beba água fresca,
Para amar,
Escute abrace e beije,
Faça sexo,
Para odiar,
Grite bata e destrua,
Mate,
Para sonhar,
Tenha esperança acredite e faça,
Existem sonhos que não se podem realizar,
Mas você pode sonhar,
Ninguém o impedirá de fazê-lo,
Perdi muito de minhas emoções,
Aprendi muito com o tempo,
Deixei coisas passarem,
Pois não queria segura-las,
Outras,
Agarrei com força,
Mas ao final deixo tudo,
Como todos sempre deixam,
Com a morte,
Vivo Eu,
A morte na vida,
Uma vez que de tudo que me valia,
Livrei-me,
Agora,
Ainda vivo,
Tenho a chance de recomeçar,
De novo cometerei um monte de erros,
É deles que aprendo,
E com eles me divirto,
Ganharei mais magia,
Desperdiçarei muitas chances,
Quero pegar os caminhos mais errados,
Para estragar algo que poderei fazer,
E não me arrependi e não me arrependo,
Também não me arrependerei,
Não quero ser julgado,
Pois ninguém pode fazê-lo,
Também não posso julgar ninguém,
Alienados ou não,
Todos são o que são,
Vejo tudo de forma diferente e sonho,
Sonhei que outros sonhavam,
O absurdo, o irreal, o impossível, o impraticável, o bizarro,
Além da vida cotidiana,
Além das pessoas,
Sonhei que todos não sabiam onde estavam,
E viajavam em uma esfera, por longo de lugar nenhum,
Em meio de algum lugar,
Que ninguém sabia onde era,
E assim olhavam para o próprio pé,
Para não cegarem ao olhar para cima,
E eu era o cego,
Quero ser assim,
De meu mundo de sonhos,
Tinha algo diferente e me bastava saciar a fome com o escuro,
O escuro mais ofuscante,
Nenhum sol brilha mais que toda esta escuridão,
Nada é mais quente,
Nada é mais atraente,
Nada é mais misterioso,
Somos tão pequenos,
Tão pequenos que,
Não conseguimos olhar mais distante,
E o que vemos é muito limitado,
Nossas guerras, nosso amor,
Para nós faz sentido,
Mas só para nós mesmos,
Ínfima variação de matéria,
Isolada e incompreendida,
Onde existimos somente para nós mesmos,
Onde nos limitamos de minar a curiosidade,
Matar a inverdade e achar a razão,
Um mundo pequeno para pessoas pequenas,
Onde criar uma verdade e com isso geram infinitas mentiras,
O sonho não tem fronteiras e não pode ser verdadeiro,
Ele é infinito,
Não há sonhos certos ou errados,
Sinto ansiedade por ser tão ignorante,
Queria poder ver mais,
Mas como nunca me sacio,
Então serei o mais cego,
Do mundo das pessoas que olham somente para os pés,
Tateando, cambaleando,
Se sorte no acaso tiver,
Poderei encontrar outros cegos,
Ofuscados por sonhos,
Em comum encontrar trechos dos mesmos desejos,
Compartilhar um cruzamento,
Um cruzamento de duas pessoas em sonhos diferentes,
Seguindo caminhos diferentes,
Fazendo coisas diferentes
De vidas distintas,
Compartilhando um momento,
Único,
E seguindo adiante por outro caminho,
Precisamos compreender que não somos feitos de nossas emoções,
Mas que elas são conseqüências da nossa imaginação,
Que tudo é química,
E somos cientistas formados por nossas experiências,
Emoções boas são emoções únicas,
E únicos somos nós,
A física e a química é limitada por suas próprias forças e variedades,
Não quero ser limitado,
Não me deixe estagnado,
Não precisamos ser,
Minha ansiedade assim se vai,
Largando mão da razão,
Dizendo,
Desabafando,
Neste pequeno momento,
Esperando,

Um cruzamento...