quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um mundo pequeno... Para pessoas pequenas!




Não suporto mais o jeito que tudo anda,
Onde foi parar aquele amor?
Quando irá começar outro?
Meu coração para,
Na minha ignorância
Que termina onde estou indo,
A velocidade é medida em mudanças,
Lentas como a conquista de uma esperança,
Até a palma de minha mão está difícil de enxergar,
Em meio a tantas voltas que dei,
Paro dentro de um nevoeiro,
Além dele deve haver algo,
Sempre sonhava e tinha força,
Ainda ignorante usei de minha atitude,
Ainda obstante fiz o que queria,
Aprendi de forma real o mundo de hoje,
Admirava as pessoas,
Estudei-as na razão e suas emoções,
Nunca vi tantas pessoas assustadas,
Nunca vi tanta gente estagnada,
Mensurei o tamanho da nossa ignorância,
E ainda não cheguei ao final,
Se é que existe um,
Faça-se a guerra, faça-se amor,
Crie intrigas e mostre bondade,
Não importa,
Conclusões não querem dizer nada,
Se chegarmos a ver uma verdade,
Saberás que não existe nada nem a verdade,
E que de nada ela serve,
Para viver,
Respire coma e durma,
Beba água fresca,
Para amar,
Escute abrace e beije,
Faça sexo,
Para odiar,
Grite bata e destrua,
Mate,
Para sonhar,
Tenha esperança acredite e faça,
Existem sonhos que não se podem realizar,
Mas você pode sonhar,
Ninguém o impedirá de fazê-lo,
Perdi muito de minhas emoções,
Aprendi muito com o tempo,
Deixei coisas passarem,
Pois não queria segura-las,
Outras,
Agarrei com força,
Mas ao final deixo tudo,
Como todos sempre deixam,
Com a morte,
Vivo Eu,
A morte na vida,
Uma vez que de tudo que me valia,
Livrei-me,
Agora,
Ainda vivo,
Tenho a chance de recomeçar,
De novo cometerei um monte de erros,
É deles que aprendo,
E com eles me divirto,
Ganharei mais magia,
Desperdiçarei muitas chances,
Quero pegar os caminhos mais errados,
Para estragar algo que poderei fazer,
E não me arrependi e não me arrependo,
Também não me arrependerei,
Não quero ser julgado,
Pois ninguém pode fazê-lo,
Também não posso julgar ninguém,
Alienados ou não,
Todos são o que são,
Vejo tudo de forma diferente e sonho,
Sonhei que outros sonhavam,
O absurdo, o irreal, o impossível, o impraticável, o bizarro,
Além da vida cotidiana,
Além das pessoas,
Sonhei que todos não sabiam onde estavam,
E viajavam em uma esfera, por longo de lugar nenhum,
Em meio de algum lugar,
Que ninguém sabia onde era,
E assim olhavam para o próprio pé,
Para não cegarem ao olhar para cima,
E eu era o cego,
Quero ser assim,
De meu mundo de sonhos,
Tinha algo diferente e me bastava saciar a fome com o escuro,
O escuro mais ofuscante,
Nenhum sol brilha mais que toda esta escuridão,
Nada é mais quente,
Nada é mais atraente,
Nada é mais misterioso,
Somos tão pequenos,
Tão pequenos que,
Não conseguimos olhar mais distante,
E o que vemos é muito limitado,
Nossas guerras, nosso amor,
Para nós faz sentido,
Mas só para nós mesmos,
Ínfima variação de matéria,
Isolada e incompreendida,
Onde existimos somente para nós mesmos,
Onde nos limitamos de minar a curiosidade,
Matar a inverdade e achar a razão,
Um mundo pequeno para pessoas pequenas,
Onde criar uma verdade e com isso geram infinitas mentiras,
O sonho não tem fronteiras e não pode ser verdadeiro,
Ele é infinito,
Não há sonhos certos ou errados,
Sinto ansiedade por ser tão ignorante,
Queria poder ver mais,
Mas como nunca me sacio,
Então serei o mais cego,
Do mundo das pessoas que olham somente para os pés,
Tateando, cambaleando,
Se sorte no acaso tiver,
Poderei encontrar outros cegos,
Ofuscados por sonhos,
Em comum encontrar trechos dos mesmos desejos,
Compartilhar um cruzamento,
Um cruzamento de duas pessoas em sonhos diferentes,
Seguindo caminhos diferentes,
Fazendo coisas diferentes
De vidas distintas,
Compartilhando um momento,
Único,
E seguindo adiante por outro caminho,
Precisamos compreender que não somos feitos de nossas emoções,
Mas que elas são conseqüências da nossa imaginação,
Que tudo é química,
E somos cientistas formados por nossas experiências,
Emoções boas são emoções únicas,
E únicos somos nós,
A física e a química é limitada por suas próprias forças e variedades,
Não quero ser limitado,
Não me deixe estagnado,
Não precisamos ser,
Minha ansiedade assim se vai,
Largando mão da razão,
Dizendo,
Desabafando,
Neste pequeno momento,
Esperando,

Um cruzamento...

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